quarta-feira, 13 de maio de 2015

As dificuldades de uma relação com psicofármacos

Um relacionamento amoroso de uma parte com transtorno ansioso e outra com transtorno depressivo. Ambas com sintomas complementares e divergentes, em uma equação procurando seu equilíbrio em meio a turbilhões com descrição na literatura e ao mesmo tempo sem precedentes.

O depressivo tem momentos de pura introversão, desacreditamento, pessimismo e humor deprimido, sintomas inerentes à sua condição, sem que a vontade do indivíduo prevaleça sobre eles.
'Segundo trabalhos recentes as relações íntimas entre pessoas com depressão são mais tensas, estressantes e cheias de conflitos do que entre pessoas não depressivas.' (Adriana Tucci, 2001). Nessa hora a paciência e carinho são extremamente necessários.

Mas como lidar com isso, se você próprio é um ansioso patológico?
Numa relação onde as probabilidades de conflito e incompatibilidades mentais parece um destino certo, um fio de esperança aparece da disposição de dois indivíduos que se respeitam, mantém carinho mútuo, brigam com seus demônios, encaram os do outro, pela simples ideia de valer a pena, pela companhia, sorrisos, abraços... Se não o amor, o que mais nos salvará?
Da mesma forma como se não fosse. Recalcar suas inseguranças e medos crescentes que ocorrem nesse período é fundamental para apoiar o companheiro. 
Para uma pessoa ansiosa, qualquer mudança ambiental é sinônimo de sofrimento, e uma mudança em uma pessoa tão próxima é ainda mais cruel. A natureza dos sintomas do depressivo (introversão, desacreditamento, pessimismo e humor deprimido), fazem o ansioso se sentir pessoalmente responsável por isso. Apesar de saber racionalmente que isso não é verdade.
A ansiedade é crescente em períodos depressivos do companheiro, com inseguranças emergindo de todas as partes que envolvem a relação: insegurança sobre a autenticidade dos sentimentos, sobre algum problema não relatado, algum descontentamento ou insatisfação sexual. Todas as inseguranças infundadas e também sintomas inerentes à condição do ansioso.
Mais uma vez o binômio paciência e carinho são a base para manter o equilíbrio e superar os períodos deprimidos.

O Deprimido ao se deparar com os constantes medos do ansioso em diversas áreas, como fazer?

O apoio de uma pessoa querida para o ansioso é muito importante. Saber que alguém que se importa vai estar por perto dá um pouco mais de coragem para o enfrentamento dos entraves do dia-a-dia e da perspectiva de sofrimento.