Querido diário, quase posso chamá-lo assim, desde que caí das nuvens a solidão tem me feito esse blues. Com certeza com muitas notas menores e um sustenido pra dar aquela descompassada bem sonora.
Eu ainda padeço das mesmas dúvidas, incertezas e meio amores. Com o agravante das memórias de volta. Aquelas que me assolaram durante intermináveis meses, por que não dizer assombraram?! E no momento, procuro em qualquer substância, a chave pra minha completa insanidade, que eu acho que anda bem do meu lado, me olhando de canto de olho. Só esperando a hora certa. Talvez se ela me bater a porta eu tome algum jeito na vida de uma vez por todas.
No momento, meu blues tem nome bonito. Olhos camufláveis, que dependem do dia. Cheira a perfume com tesão, por falta de palavra mais adequada. Eu adoro o jeito com que ela enxerga as pessoas. Tem hora que eu a quero pro resto da vida, outras horas só por mais essa noite, nem ela mesma se quer o tempo todo. Ela tem essa vantagem de fugir de si e ser outras, e ela adora isso. Mesmo que isso implique também ela ser de outros vez em sempre, pra mim, uma desagradável realidade.
Talvez eu me coloque no meu lugar com isso, lugar de aceitar essa paixão do modo que ela pode acontecer. Ou talvez eu nem deva me esforçar tanto? Vai saber.
O fato é que me acostumei a fingir não me importar, e diagnosticar os momentos que ela está com outro alguém, aguçada percepção a minha.
Vai saber fingir taquicardia com mensagem? Vai saber fingir arrepio com beijo? Vai saber fingir que somem as palavras na presença dela? Eu me pergunto. Isso não dá pra disfarçar. Isso a gente guarda embaixo da camisa, da gola ou da manga. Como cicatriz, roxo ou carta. Pra se ela quiser ver, basta me despir, e ela faz isso com tanta facilidade...
quarta-feira, 16 de abril de 2014
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Até onde vão seus medos?
Então eu recebi um 'te amo', de alguém que gosto muito, porém apresenta muitos problemas para de longe parecer saudável.
Pra começar o 'eu te amo' era pra ser acompanhado de floreios a todos, quando dito assim, de primeira vez. Esse, pela sua peculiaridade, veio acompanhado de uma série de poréns não convidativos. Eu, por minha vez, não respondi à altura, duvidando das declarações. Respondi à altura, com minhas deduções do que seria lógico em um relacionamento saudável.
No entanto, muito me intrigou essa declaração que veio cheia de subjetividades interessantes e elogios não convencionais. 'eu te amo' pareceu: 'estou encantada e apaixonada, porém não podemos ter um relacionamento sério, basicamente porque eu gosto da vida de muitas pessoas e poucas responsabilidades'. No final, após muito refletir, parece que foi isso que eu ouvi. Os elogios não convencionais, por final, eram convencionais de alguém que sim, quer se relacionar. 'adoro o jeito como você fala, como trata seus amigos, o seu rosto, sua voz, como você me trata, o tempo que passamos juntas, como age com todo mundo ao seu redor, durmo muito melhor ao seu lado do que em minha própria casa'.
Ora essa! se não é algo para se inflar o ego. Lógico que sim! Mas e aí?! Quando o seu interlocutor diz coisas sem planejar as consequências, logo se afunda em um emaranhado de pensamentos.
E eu elucubrei alguns, que, precisava botar para fora e talvez reler depois, na tentativa de achar meu possível erro de conclusão.
Se alguém diz achar outralguém tão especial assim, qual a dificuldade de, mesmo emocionalmente instável, assumir pelo menos a vontade de ter um relacionamento?!
Desculpa, mas se eu chegasse a admitir algo dessa magnitude, eu não deixaria uma pessoa tão querida escorrer pelos dedos...
Porque apesar de essa moça em questão ter suas filosofias alternativas de amor, tipo achar o ciúme abominável. O ciume faz parte de um querer bem, querer estar junto, proteger o que se ama, não somente possessão.
Que medo é esse? De assumir que quer algo que te faz bem?! Eu assumiria o mesmo, se eu sentisse que haveria uma reciprocidade, mas dessa maneira eu não quero. Dessa maneira machuca. Dessa maneira prefiro as minhas outras possibilidades de me apaixonar, apesar de já ter essa paixão no meu curriculo.
Pra começar o 'eu te amo' era pra ser acompanhado de floreios a todos, quando dito assim, de primeira vez. Esse, pela sua peculiaridade, veio acompanhado de uma série de poréns não convidativos. Eu, por minha vez, não respondi à altura, duvidando das declarações. Respondi à altura, com minhas deduções do que seria lógico em um relacionamento saudável.
No entanto, muito me intrigou essa declaração que veio cheia de subjetividades interessantes e elogios não convencionais. 'eu te amo' pareceu: 'estou encantada e apaixonada, porém não podemos ter um relacionamento sério, basicamente porque eu gosto da vida de muitas pessoas e poucas responsabilidades'. No final, após muito refletir, parece que foi isso que eu ouvi. Os elogios não convencionais, por final, eram convencionais de alguém que sim, quer se relacionar. 'adoro o jeito como você fala, como trata seus amigos, o seu rosto, sua voz, como você me trata, o tempo que passamos juntas, como age com todo mundo ao seu redor, durmo muito melhor ao seu lado do que em minha própria casa'.
Ora essa! se não é algo para se inflar o ego. Lógico que sim! Mas e aí?! Quando o seu interlocutor diz coisas sem planejar as consequências, logo se afunda em um emaranhado de pensamentos.
E eu elucubrei alguns, que, precisava botar para fora e talvez reler depois, na tentativa de achar meu possível erro de conclusão.
Se alguém diz achar outralguém tão especial assim, qual a dificuldade de, mesmo emocionalmente instável, assumir pelo menos a vontade de ter um relacionamento?!
Desculpa, mas se eu chegasse a admitir algo dessa magnitude, eu não deixaria uma pessoa tão querida escorrer pelos dedos...
Porque apesar de essa moça em questão ter suas filosofias alternativas de amor, tipo achar o ciúme abominável. O ciume faz parte de um querer bem, querer estar junto, proteger o que se ama, não somente possessão.
Que medo é esse? De assumir que quer algo que te faz bem?! Eu assumiria o mesmo, se eu sentisse que haveria uma reciprocidade, mas dessa maneira eu não quero. Dessa maneira machuca. Dessa maneira prefiro as minhas outras possibilidades de me apaixonar, apesar de já ter essa paixão no meu curriculo.
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