segunda-feira, 7 de abril de 2014

Até onde vão seus medos?

Então eu recebi um 'te amo', de alguém que gosto muito, porém apresenta muitos problemas para de longe parecer saudável.
Pra começar o 'eu te amo' era pra ser acompanhado de floreios a todos, quando dito assim, de primeira vez. Esse, pela sua peculiaridade, veio acompanhado de uma série de poréns não convidativos. Eu, por minha vez, não respondi à altura, duvidando das declarações. Respondi à altura, com minhas deduções do que seria lógico em um relacionamento saudável.

No entanto, muito me intrigou essa declaração que veio cheia de subjetividades interessantes e elogios não convencionais. 'eu te amo' pareceu: 'estou encantada e apaixonada, porém não podemos ter um relacionamento sério, basicamente porque eu gosto da vida de muitas pessoas e poucas responsabilidades'. No final, após muito refletir, parece que foi isso que eu ouvi. Os elogios não convencionais, por final, eram convencionais de alguém que sim, quer se relacionar. 'adoro o jeito como você fala, como trata seus amigos, o seu rosto, sua voz, como você me trata, o tempo que passamos juntas, como age com todo mundo ao seu redor, durmo muito melhor ao seu lado do que em minha própria casa'.
Ora essa! se não é algo para se inflar o ego. Lógico que sim! Mas e aí?! Quando o seu interlocutor diz coisas sem planejar as consequências, logo se afunda em um emaranhado de pensamentos.

E eu elucubrei alguns, que, precisava botar para fora e talvez reler depois, na tentativa de achar meu possível erro de conclusão.
Se alguém diz achar outralguém tão especial assim, qual a dificuldade de, mesmo emocionalmente instável, assumir pelo menos a vontade de ter um relacionamento?!
Desculpa, mas se eu chegasse a admitir algo dessa magnitude, eu não deixaria uma pessoa tão querida escorrer pelos dedos...

Porque apesar de essa moça em questão ter suas filosofias alternativas de amor, tipo achar o ciúme abominável. O ciume faz parte de um querer bem, querer estar junto, proteger o que se ama, não somente possessão.

Que medo é esse? De assumir que quer algo que te faz bem?! Eu assumiria o mesmo, se eu sentisse que haveria uma reciprocidade, mas dessa maneira eu não quero. Dessa maneira machuca. Dessa maneira prefiro as minhas outras possibilidades de me apaixonar, apesar de já ter essa paixão no meu curriculo.