quinta-feira, 27 de março de 2014

E quando a sanidade me parecia correr das vistas, mais uma flechada acerta-me o peito. Meio enviesada. Talvez do lado direito.
Aquelas mulheres que tem falam baixo, mas todos ouvem. Que a voz entra por um ouvido e atravessa todo o lado esquerdo do cérebro ecoando. Com as mãos elas arrepiam até o último fio de cabelo só no toque despretensioso. Despretensão maldosa.
De risada leve, personalidade forte e confusa, e olhos... ainda não defini a cor. Do mel ao verde. Não cansa de olhar e ainda sim não saber definir.

Não saber definir... quando eu poderia dizer que não sei definir em palavras?! Posso às vezes não ter uma opinião formada, ou um decreto mental, mas não ter controle sobre minhas próprias emoções? Isso não acontece. Não comigo.

E as outras pessoas envolvidas? Merecem ser vítimas da minha falta de saber?

domingo, 23 de março de 2014

Atualizações da vida de um moleque babaca

Eu havia conhecido uma daquelas pessoas que a gente só tem oportunidade de encontrar uma vez ou duas na vida. Daquelas que o beijo ou só o toque, já causam arrepios na espinha, frio na barriga e palpitação.
Era carnaval, aquela época que todo mundo resolve não se importar com o emocional de ninguém.
E eu, não diferente, vesti a máscara dessa leviandade.

Nos conhecendo aos poucos, eu me encantava no quanto aquela pessoa era mais profunda que o aparente. As artes cênicas deixam esse charme. E também um outro lado emocionalmente instável, doente, e altamente intrigante. Que deixa claro que não é a pessoa certa. Quem não fica mais atraído pela pessoa errada?

Por outro lado, conheci outro alguém numa rede social, uma pessoa pela qual me encantei na hora. Jovem, com projeções de atuar na área de saúde. Aquele choque sexual não acontece. Mas tenho grande carinho por ela e ela por mim. Mentalmente instável, com acompanhamento especializado e mais problemas de família do que todas as novelas ja exibidas pela tv brasileira.
Ela me trata com um cuidado que poucas vezes já vi na vida. Ela não quer titular nossa relação, e eu menos ainda.


O que fazer? Só o tempo.
Só o tempo pode tirar de cima do meu peito o meu ex amor. Que ronda minha cabeça diariamente com um tridente espetando minhas têmporas e entra no meu tórax pra comprimir com as duas mãos meu coração.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Hoje eu descobri que ela está namorando, um dos melhores amigos, um que ela sempre me dizia para não me preocupar, pois eu sabia que ele gostava dela.
Ela me prometeu que não colocaria no facebook, prometeu que daria um tempo até as coisas baixarem. O que ela fez? Nada disso. absolutamente nada.
Agora sei que ela tem palavras tão vazias quanto a cabeça. Espero que ela esteja infeliz. Não há nada além de desejar isso

Enquanto isso eu me torno essa pessoa altamente inconsequente que eu odeio. Um moleque babaca. Isso que eu ando sendo, e isso que tá dando pra ser. Nada pior que odiar quem você é.