Eu havia conhecido uma daquelas pessoas que a gente só tem oportunidade de encontrar uma vez ou duas na vida. Daquelas que o beijo ou só o toque, já causam arrepios na espinha, frio na barriga e palpitação.
Era carnaval, aquela época que todo mundo resolve não se importar com o emocional de ninguém.
E eu, não diferente, vesti a máscara dessa leviandade.
Nos conhecendo aos poucos, eu me encantava no quanto aquela pessoa era mais profunda que o aparente. As artes cênicas deixam esse charme. E também um outro lado emocionalmente instável, doente, e altamente intrigante. Que deixa claro que não é a pessoa certa. Quem não fica mais atraído pela pessoa errada?
Por outro lado, conheci outro alguém numa rede social, uma pessoa pela qual me encantei na hora. Jovem, com projeções de atuar na área de saúde. Aquele choque sexual não acontece. Mas tenho grande carinho por ela e ela por mim. Mentalmente instável, com acompanhamento especializado e mais problemas de família do que todas as novelas ja exibidas pela tv brasileira.
Ela me trata com um cuidado que poucas vezes já vi na vida. Ela não quer titular nossa relação, e eu menos ainda.
O que fazer? Só o tempo.
Só o tempo pode tirar de cima do meu peito o meu ex amor. Que ronda minha cabeça diariamente com um tridente espetando minhas têmporas e entra no meu tórax pra comprimir com as duas mãos meu coração.