Um relacionamento amoroso de uma parte com transtorno
ansioso e outra com transtorno depressivo. Ambas com sintomas complementares e
divergentes, em uma equação procurando seu equilíbrio em meio a turbilhões com
descrição na literatura e ao mesmo tempo sem precedentes.
O depressivo tem momentos de pura introversão,
desacreditamento, pessimismo e humor deprimido, sintomas inerentes à sua
condição, sem que a vontade do indivíduo prevaleça sobre eles.
'Segundo trabalhos recentes as
relações íntimas entre pessoas com depressão são mais tensas, estressantes e
cheias de conflitos do que entre pessoas não depressivas.' (Adriana Tucci,
2001). Nessa hora a paciência e carinho são extremamente necessários.
Mas como lidar com isso, se
você próprio é um ansioso patológico?
Numa relação onde as probabilidades de conflito e incompatibilidades mentais parece um destino certo, um fio de esperança aparece da disposição de dois indivíduos que se respeitam, mantém carinho mútuo, brigam com seus demônios, encaram os do outro, pela simples ideia de valer a pena, pela companhia, sorrisos, abraços... Se não o amor, o que mais nos salvará?
Numa relação onde as probabilidades de conflito e incompatibilidades mentais parece um destino certo, um fio de esperança aparece da disposição de dois indivíduos que se respeitam, mantém carinho mútuo, brigam com seus demônios, encaram os do outro, pela simples ideia de valer a pena, pela companhia, sorrisos, abraços... Se não o amor, o que mais nos salvará?
Da mesma forma como se não
fosse. Recalcar suas inseguranças e medos crescentes que ocorrem nesse
período é fundamental para apoiar o companheiro.
Para uma pessoa ansiosa,
qualquer mudança ambiental é sinônimo de sofrimento, e uma mudança em
uma pessoa tão próxima é ainda mais cruel. A natureza dos sintomas do
depressivo (introversão, desacreditamento, pessimismo e humor
deprimido), fazem o ansioso se sentir pessoalmente responsável por isso. Apesar
de saber racionalmente que isso não é verdade.
A ansiedade é crescente em períodos depressivos do
companheiro, com inseguranças emergindo de todas as partes que envolvem a relação:
insegurança sobre a autenticidade dos sentimentos, sobre algum problema não
relatado, algum descontentamento ou insatisfação sexual. Todas as inseguranças
infundadas e também sintomas inerentes à condição do ansioso.
Mais uma vez o binômio paciência e carinho são a base para
manter o equilíbrio e superar os períodos deprimidos.
O Deprimido ao se deparar com os constantes medos do ansioso
em diversas áreas, como fazer?
O apoio de uma pessoa querida para o ansioso é muito importante.
Saber que alguém que se importa vai estar por perto dá um pouco mais de coragem
para o enfrentamento dos entraves do dia-a-dia e da perspectiva de sofrimento.