E eu que servi de passatempo para sua compulsão doentia de se autodestruir, ou se boicotar. Logo eu, que achava que poderia te entender. E faria qualquer coisa pra isso.
Foi pra mim quem você chorou todos os seus problemas. E eu pacientemente os ouvi e te abracei. E teria abraçado quantas vezes fosse necessário.
Foi essa pessoa, que você usou para tapar seus buracos, e depois deixou repentinamente, sorrateiramente, sem nem olhar para trás. Sem dar notícias. Sem procurar notícias. Não que eu ande fazendo questão, mas por questão de princípios, eu procuraria só para saber se andas viva.
Agradeço por eu não ser assim, tão amarga e indiferente. Tomara que você passe por tudo que eu passei, porque maturidade vem assim. E acredite, você precisa. Além de precisar se curar dessa sua mania desagradável de usar as pessoas.